Em comunicado, a formação política classificou as declarações como “infelizes” e apontou que revelam um comportamento político “desprovido de elevação, responsabilidade e sentido de Estado”, alegadamente contrário aos princípios do pluralismo democrático, da convivência saudável entre forças políticas e do respeito mútuo.
Segundo o PRA-JA, a forma como as declarações foram proferidas e posteriormente divulgadas em vídeo nas redes sociais indicia, na sua perspectiva, uma actuação de má-fé, marcada por linguagem de ataque pessoal, “ódio declarado” e premeditação. O partido considera que este tipo de postura contribui para o agravamento da tensão política e para o empobrecimento do debate público em Angola.
A organização sublinha ainda que tais posicionamentos não favorecem o fortalecimento da democracia, desviando a atenção das principais preocupações dos cidadãos e fragilizando a confiança nas instituições. O partido considera particularmente preocupante o facto de as declarações terem partido de um responsável com funções parlamentares, de quem se espera maior moderação e compromisso com a ética política.
Perante a situação, o PRA-JA Servir Angola anunciou que Abel Epalanga Chivukuvuku instruiu o seu advogado a avançar com uma acção judicial contra Adriano Abel Sapinala, com o objectivo de repor a verdade, defender o seu bom nome e salvaguardar a sua dignidade.
No mesmo comunicado, o partido reitera que a política deve ser um espaço de construção de soluções, respeito pelas diferenças e confronto de ideias, rejeitando a utilização de ataques pessoais como instrumento de disputa política.
O PRA-JA reafirma, por fim, o seu compromisso com um exercício político assente no diálogo construtivo, no respeito institucional e na defesa dos interesses do povo angolano.

