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Segunda, 20 Julho 2026 11:05

Chivukuvuku aposta na fiscalização do voto e acredita que fraude eleitoral não se repetirá em 2027

O presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, afirmou que a estratégia política do partido para as eleições gerais de 2027 assenta no contacto directo com os cidadãos e no reforço da fiscalização do processo eleitoral, defendendo que a proximidade às comunidades será determinante para conquistar a confiança dos eleitores.

As declarações foram feitas durante a jornada "7/7 – Ver, Ouvir e Partilhar", realizada no Mercado dos Kwanzas, onde o líder do PRA-JA destacou que a prioridade da formação política passa por transmitir esperança à população, sobretudo às camadas mais vulneráveis.

"Para nós, o fundamental é o contacto directo com o cidadão. É para ele ter esperança e para ele ter confiança. A nossa mensagem vai sobretudo para os angolanos sofredores e pobres. É para eles que levamos a esperança e a crença no futuro", afirmou.

Durante a iniciativa, Abel Chivukuvuku mostrou-se confiante no papel que o PRA-JA pretende desempenhar nas próximas eleições, sustentando que o partido será uma força decisiva no futuro político de Angola.

"Eu já disse e não tenho dúvida: agora já não será governo ou, no mínimo, partilhão. Seremos um factor imprescindível para o futuro do país", declarou.

Questionado sobre as recorrentes denúncias de fraude eleitoral em processos anteriores, o presidente do PRA-JA manifestou confiança de que o próximo escrutínio decorrerá de forma diferente, considerando que também existe vontade de mudança entre aqueles que, segundo afirmou, participaram em irregularidades no passado.

"Os que fazem ou faziam a fraude são angolanos. E eles também sofrem. Também querem mudança e desta vez não vão fazer", afirmou.

O dirigente revelou ainda que o partido está a preparar um mecanismo específico para acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral, através da sua Direcção de Defesa do Voto, estrutura que ficará responsável pela organização da fiscalização em todo o país.

"Temos a Direção de Defesa do Voto no partido, que vai estruturar isso. O objectivo é transmitir confiança e tranquilidade, incluindo àqueles que poderão perder o poder", explicou.

Sobre a realização de concursos públicos em período pré-eleitoral, Abel Chivukuvuku afastou qualquer leitura de que essas iniciativas tenham motivações políticas, defendendo que o funcionamento do Estado não pode ficar condicionado pela proximidade das eleições.

"O país não pode parar só porque vamos ter eleições. O país tem de continuar a funcionar. As pessoas que concorrem aos concursos públicos são angolanas. Também são sofredoras e são pobres", afirmou.

No encontro, o líder do PRA-JA apresentou ainda as principais prioridades políticas do partido, apontando como eixos de governação a melhoria da qualidade da administração pública, o aumento das condições de vida da população, o combate à corrupção e aos desvios de recursos públicos, bem como aquilo que designou por um "reformatório do sentido", destinado a promover uma mudança de atitude e de valores na sociedade angolana.

A concluir a sua intervenção, Abel Chivukuvuku reafirmou a ambição do PRA-JA em afirmar-se como uma alternativa política nas eleições de 2027. "Nós somos a esperança", concluiu o líder partidário.

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