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Sexta, 19 Junho 2026 12:39

PR anuncia novas faculdades, hospital universitário e institutos superiores em várias províncias

O Presidente da República, João Lourenço, anunciou esta sexta-feira, em Luanda, um vasto programa de construção e reabilitação de infra-estruturas destinadas ao subsistema do ensino superior, numa iniciativa que visa reforçar a formação de quadros e melhorar a qualidade do ensino em Angola.

As declarações foram feitas após a inauguração do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda (PCTL), empreendimento que o Chefe de Estado apontou como um dos principais marcos da nova estratégia governamental para o sector da Educação.

Segundo João Lourenço, depois dos investimentos significativos realizados no sector da Saúde, o Executivo decidiu adoptar uma abordagem semelhante para o ensino superior, apostando na expansão e modernização das instituições académicas em várias regiões do país.

Entre os projectos anunciados destaca-se a entrada em funcionamento, já no próximo ano, do Hospital Universitário da Universidade Agostinho Neto. No mesmo campus universitário serão igualmente erguidas as instalações do Instituto de Ciências da Saúde, bem como novas faculdades de Medicina, Engenharia, Desporto e Humanidades.

O Presidente informou ainda que decorrem os trabalhos da terceira fase da Universidade do Namibe e da construção de institutos superiores politécnicos em Mbanza Kongo, na província do Zaire, Ndalatando, no Cuanza-Norte, Cuito, no Bié, Menongue, no Cuando, e no município do Soyo.

O plano contempla igualmente a reabilitação das Faculdades de Economia e de Ciências da Universidade Agostinho Neto, bem como a construção de novas infra-estruturas para as universidades Rainha Njinga, 11 de Novembro e Katyavala Bwila, esta última localizada no município da Baía Farta, província de Benguela.

De acordo com o Chefe de Estado, parte das empreitadas já se encontra em execução, enquanto outras deverão arrancar ainda durante o ano de 2026.

João Lourenço revelou também que estão em fase de mobilização de financiamento vários projectos destinados às sedes da Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, da Universidade Lueji A'Nkonde, na Lunda-Norte, da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, no Cunene, da Universidade do Cuito Cuanavale, no Cubango, e da Universidade Kimpa Vita, no Uíge.

Apesar da forte aposta em infra-estruturas, o Presidente sublinhou que a melhoria da qualidade do ensino depende igualmente da valorização dos recursos humanos.

“As infra-estruturas fazem-se com dinheiro, mas a formação do homem exige tempo, experiência e continuidade”, afirmou.

Questionado sobre a evolução do sistema educativo nacional, João Lourenço mostrou-se optimista quanto ao futuro do ensino superior angolano, considerando que o país segue um percurso semelhante ao registado no sector da Saúde, onde os investimentos efectuados nos últimos anos permitiram alcançar melhorias significativas.

Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda

A inauguração do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda assinala uma nova etapa na promoção da investigação científica e da inovação tecnológica em Angola.

Localizado no distrito urbano da Maianga, junto às Faculdades de Ciências Sociais e de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, o empreendimento ocupa uma área de cerca de 60 mil metros quadrados e integra nove edifícios especializados dedicados à investigação, formação e desenvolvimento tecnológico.

Orçado em aproximadamente 100 milhões de dólares norte-americanos, o projecto foi financiado em cerca de 90 por cento pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), cabendo ao Estado angolano os restantes 10 por cento.

O complexo dispõe de um centro de investigação científica, laboratórios especializados, centros de pesquisa, incubadora de empresas tecnológicas, espaços para empresas consolidadas, biblioteca científica, auditório com capacidade para 250 pessoas, escritórios, área comercial, restaurantes, estufa de investigação, instalações desportivas e amplas zonas verdes.

As autoridades consideram que o parque poderá desempenhar um papel determinante na aproximação entre a academia, a investigação científica e o sector empresarial, contribuindo para a diversificação da economia e para a produção de conhecimento no país.

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