Numa mensagem publicada na sua página oficial sob o título "É Possível", o líder do maior partido da oposição considerou que nenhum país pode ser edificado sobre a exclusão ou a negação dos seus próprios cidadãos, independentemente das suas convicções políticas.
"Há uma sabedoria antiga, quase como um rio subterrâneo que atravessa a nossa história, que insiste em nos lembrar de algo essencial: nenhum país se constrói sobre a negação do outro", escreveu.
Ao longo da reflexão, Adalberto Costa Júnior procurou transmitir uma mensagem de reconciliação e convivência democrática, defendendo que a divergência política não deve ser confundida com hostilidade pessoal.
"O adversário político não é um inimigo", afirmou, reiterando que as diferenças ideológicas fazem parte do funcionamento normal de uma democracia e não devem constituir motivo para perseguições ou divisões profundas na sociedade.
Segundo o político, os angolanos, apesar das divergências sobre os caminhos a seguir, partilham os mesmos desafios e aspirações enquanto nação.
"Ele é parte desta mesma Angola, com quem discordamos no caminho, mas com quem partilhamos a mesma pátria, o mesmo sofrimento e o mesmo sonho de dignidade", salientou.
Na publicação, o líder da UNITA defendeu igualmente uma democracia assente na liberdade de pensamento, no debate de ideias e no respeito mútuo, rejeitando práticas de intimidação ou medo no espaço político.
"Numa democracia que se quer madura, não há lugar para o medo nem para a intimidação", escreveu, acrescentando que a firmeza das convicções deve coexistir com a serenidade e o respeito pela dignidade humana.
Adalberto Costa Júnior dirigiu ainda a sua mensagem a diferentes segmentos da sociedade angolana, desde os intelectuais aos trabalhadores rurais, passando pelos empregados e desempregados, destacando a necessidade de um projecto nacional inclusivo que responda às expectativas de todos os cidadãos.
Para o presidente da UNITA, a construção de Angola deve assentar na valorização das pessoas e na criação de oportunidades que permitam melhorar as condições de vida da população.
"E é essa Angola que vale a pena construir", concluiu.
A mensagem surge num momento em que o debate político nacional continua marcado por discussões sobre o aprofundamento da democracia, a participação cívica e o reforço da convivência institucional entre as diferentes forças políticas do país.

