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Segunda, 25 Mai 2026 20:24

INDRA apresenta material eleitoral para 2027 sob contestação da oposição

A multinacional espanhola INDRA já entregou à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) as amostras dos kits de materiais não sensíveis, bem como o projecto dos equipamentos eleitorais que deverão ser utilizados nas eleições gerais de 2027, num contexto marcado pela crescente polémica em torno da participação da tecnológica espanhola no processo eleitoral angolano.

No quadro dos preparativos para o próximo escrutínio, a CNE e a INDRA validaram os modelos dos materiais não sensíveis destinados às assembleias de voto. Entre os equipamentos apresentados encontram-se cabines de votação, urnas e dísticos de sinalização, considerados fundamentais para a organização logística das eleições.

A entrega e validação dos materiais acontecem numa altura em que se intensificam as críticas da oposição relativamente à contratação da empresa espanhola para assegurar as soluções tecnológicas do processo eleitoral. Vários partidos contestam a escolha da INDRA, alegando falta de transparência no concurso público e levantando reservas quanto à fiabilidade do sistema de transmissão e tratamento dos resultados.

As formações políticas opositoras defendem que a centralização dos dados eleitorais através da tecnológica espanhola pode comprometer a imparcialidade do processo, beneficiando alegadamente o MPLA, no poder desde a independência do país.

Nas últimas semanas, partidos da oposição avançaram com diferentes iniciativas judiciais para tentar impedir ou escrutinar a contratação da INDRA. Entre as acções apresentadas constam providências cautelares junto do Tribunal Constitucional e processos submetidos ao Tribunal da Relação de Luanda.

Os críticos da contratação argumentam ainda que persistem dúvidas históricas sobre a transparência dos processos eleitorais em Angola, considerando que o envolvimento da empresa espanhola no apuramento e divulgação dos resultados reforça as suspeitas em torno da independência da gestão eleitoral.

Apesar da contestação política e judicial, a Comissão Nacional Eleitoral mantém o calendário de preparação das eleições gerais de 2027 e prossegue a cooperação com a INDRA na produção e validação dos materiais destinados ao acto eleitoral.

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