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Domingo, 30 Novembro 2025 11:39

Costa Júnior garante que UNITA tem condições para fazer transição em Angola

O candidato à presidência da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou hoje que o maior partido da oposição angolana está preparado para garantir uma transição política estável, apontando exemplos "desastrosamente negativos" noutros países africanos que "Angola deve evitar".

Falando aos jornalistas logo após votar, no último dia do XIV Congresso Ordinário da UNITA, no qual será escolhido o novo presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, que se recandidata ao cargo, lamentou "a falta de diálogo institucional no país", mas sublinhou que a UNITA está direcionada para um debate que garanta "uma transição estável para o país".

"As pessoas não gostam do nome pacto de regime, mas é isso que nós precisamos de um pacto de transição", afirmou, destacando que se assiste em África, a exemplos "desastrosamente negativos" que Angola tem de evitar.

"E isso depende da maturidade das lideranças", vincou, assinalando que espera sair vencedor desta corrida que disputa com Rafael Massanga Savimbi, filho do fundador do partido do 'galo negro', Jonas Savimbi

"Estou direcionado para dar garantias de transição estável, Angola precisa disto", acrescentou o político da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), salientando que a campanha interna decorreu com democracia efetiva e que não há "outros partidos com este tipo de experiências".

"Queremos ser o espelho daquilo para que o país não está preparado. Queremos que venha a ser assim connosco na gestão do país: uma comissão nacional independente, um ato eleitoral transparente, e não medo da pluralidade democrática. Estamos com um governo que tem medo da pluralidade democrática" e a UNITA "dá um exemplo de maturidade democrática", reforçou.

As votações para escolher o novo líder começaram hoje por volta das 09:30 no complexo Sovsm, quartel-general da UNITA em Viana, arredores de Luanda, com mais de 1.200 delegados eleitores.

Sobre o processo eleitoral interno, Adalberto Costa Júnior acrescentou que "foi um processo longo e muito transparente", sublinhando que as listas foram publicadas com mais de 24 horas de antecedência para que pudessem ser consultadas por todos.

Recordou que veio de um mandato irregular (dois mais quatro anos, devido a impugnações) "com muito preço político, muita resiliência, trabalho em condições muito difíceis", congratulando-se com a campanha.

"Espero que o partido que encontrei desta vez, muito mais dinâmico e muito energético, corresponda a uma votação expressiva", afirmou.

Caso vença, garante que o partido estará "mais avançado na preparação para o programa de alternância", acrescentando que tem havido "debates úteis" e que o partido "tem todas as respostas sobre a estratégia eleitoral e está muito preparado para liderar este processo".

Negou também tensões internas, assinalando que a UNITA já fez sete congressos plurais e foram ultrapassados os "pruridos entre candidaturas".

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