Segunda, 20 de Setembro de 2021
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Terça, 29 Junho 2021 23:43

Covid-19: Governo pede “rigor” aos partidos políticos em ações de massa

O Governo angolano exortou hoje os partidos a "cumprirem rigorosamente" com as medidas de prevenção à covid-19 nas atividades políticas de massa, forças partidárias reconhecem "incumprimentos" e prometem "mudar atuação".

A observância das medidas de prevenção nos atos públicos de massa, promovido pelos partidos políticos, foi realçada pela ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, durante uma reunião que a Comissão Multissetorial de Prevenção e Combate à Covid-19 manteve hoje com os partidos políticos com assento parlamentar.

Para a governante angolana, o vírus da covid-19 "não conhece camisola política, classe económica, raça ou local de habitação e o "comportamento ou a evolução da pandemia no nosso seio depende muito do comportamento que tivermos".

Partidos políticos em Angola, sobretudo o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, no poder) e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola, maior partido na oposição), têm sido criticados pela sociedade civil por realizarem atividades públicas "sem o cumprimento das medidas de biossegurança", como o distanciamento físico.

O facto deu origem a uma reunião entre a Comissão Multissetorial de Prevenção e Combate à Covid-19 em Angola, presidida pelo seu coordenador, Francisco Pereira Furtado, e os cincos partidos políticos angolanos com assento no parlamento.

Francisco Pereira Furtado, também ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente angolano, exortou igualmente as forças políticas a seguirem rigorosamente as medidas de prevenção contra a covid-19 para se travar a propagação do vírus.

"Temos plena consciência de que o momento é de união de esforços e de participação de todos para encontrarmos mecanismos mais adequados para a mitigação dos efeitos da pandemia covid-19", afirmou o governante angolano.

Por seu lado, os representantes dos partidos políticos admitiram incumprimentos das medidas de biossegurança por parte dos seus militantes e prometeram "tudo fazer para inverter a situação".

Segundo o secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, o seu partido "é disciplinado", mas, "infelizmente", houve casos recentes negativos: "Na semana passada não tivemos muito bem em algumas localidades, o significa que a partir de hoje foram reforçadas as orientações aos nossos comités".

"E garantimos trabalhar para corrigir os erros que cometemos nesses últimos dias", afirmou o político dos "camaradas".

O secretário-geral adjunto da UNITA, Lázaro Kakunha, reconheceu igualmente o "incumprimento das normas de biossegurança" em atos de massa realizados pelo seu partido, prometendo "tudo fazer para que as orientações das autoridades sejam seguidas à risca".

Já o vice presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Alexandre Sebastião André, defendeu, na ocasião, a necessidade de "não se deixar de lado a doença que mais mata em Angola, a malária".

"Nós não somos o mal da fita e simplesmente estamos a procurar coabitar com a covid-19", atirou o político da CASA-CE.

Francisco Pereira Furtado anunciou ainda que "em breve haverá medidas muito mais rígidas em relação às violações da cerca sanitária da província de Luanda, porque, lamentou, infelizmente a nossa população viola sistematicamente as regras".

"Criando pontos de passagem fora dos controlos da polícia, mas muitos estão a ser apanhados nas outras províncias vizinhas e vamos continuar a redobrar as medidas", assegurou.

Há "medidas também que vão ser tomadas relativamente às violações da observância da quarentena domiciliar, tem havido muitas violações, vamos trabalhar seriamente para encontrar mecanismos para controlar este tipo de conduta negativa", rematou o governante.

Angola soma 38.682 casos positivos da covid-19, 894 mortes, 33.079 recuperados, 4.709 ativos desde o início da pandemia.

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