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Terça, 17 Fevereiro 2026 10:43

Pastor afro-americano e ativista americano Jesse Jackson morre aos 84 anos

O pastor afro-americano Jesse Jackson, defensor dos direitos dos afro-americanos e companheiro de luta de Martin Luther King, morreu este sábado aos 84 anos, informou a família.

“Morreu hoje em paz rodeado pela sua família”, assinalou, em comunicado.

O seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global pela liberdade e dignidade, sublinhou a família.

O reverendo Jesse Jackson, influente líder dos direitos civis nos EUA, teve uma intervenção notável em Angola em 1987, ao negociar com sucesso a libertação de um piloto americano, Joseph Longo, detido no país. A sua atuação diplomática destacou-se num contexto de tensões na África Austral durante os anos 80.

Jackson também defendeu a normalização das relações diplomáticas entre os EUA e o Governo de Angola nos anos 90. No crescendo dessa pressão diplomática, a edição de 15 de maio de 1990 do programa televisivo “O Contraditório com Jesse Jackson” (Both Sides with Jesse Jackson), da cadeia Cable News Network (CNN), foi consagrada à análise da problemática da normalização das relações diplomáticas entre Washington e Luanda. Foram convidados, entre outras personalidades, o senador democrata Paul Simon, especialista em questões africanas, o representante da UNITA, Marcos Samondo, e o embaixador José Patrício representante do Governo angolano junto da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os legisladores americanos advertiram que “o não reconhecimento do Governo de Angola dá a impressão de anuência ao recurso a meios militares por parte de Jonas Savimbi para chegar ao poder em Angola”.

Três dias depois, o influente afro-americano e líder dos direitos cívicos, o Reverendo Jesse Jackson, escrevia ao Assessor Especial do Presidente para os Assuntos de Segurança, Anthony Lake, argumentando, também, que a Administração Clinton precisava de “agir agora”, pois “o não reconhecimento de dos Santos envia um sinal errado aos que querem manter o poder pela força, em vez de eleições livres e justas”.

Desde a realização das eleições multipartidárias de 29 e 30 de Setembro de 1992, consideradas livres e justas pela comunidade internacional, a diplomacia angolana conseguira conquistar um espaço de intervenção cada vez mais crescente em Washington.

No dia 5 de Maio de 1993, um grupo de cerca de 45 Congressistas democratas e republicanos enviou uma carta ao Presidente Bill Clinton manifestando a sua preocupação com a degradação da situação em Angola e pressionando a Casa Branca a “reconhecer o Governo de Angola legalmente eleito para demonstrar o apoio americano à democracia em África”, uma vez que, no seu entender, tal posição “seria consistente com todos os princípios dos padrões americanos de equidade e justiça”. 

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