Os investimentos no petróleo e gás em Angola vão aumentar nos próximos anos, com a Europa a querer diversificar a sua oferta energética devido ao conflito na Ucrânia prevendo-se que a produção petrolífera aumente para 1,4 milhões de barris/dia em 2028.
2023 poderá ser um ano importante para os negócios do gás em Angola. É o consenso entre vários analistas ouvidos pela DW, que dizem que o país tem boas possibilidades de se tornar um novo fornecedor de gás para a Europa.
As receitas de exportação de gás representam 11% do total das exportações e já valem quase o triplo da receita dos diamantes. Exportação de refinados também disparou e já valem metade das receitas dos diamantes. Combustíveis são os campeões das mercadorias importadas até ao III trimestre.
O Presidente angolano, João Lourenço, disse hoje que Angola está a ultimar um plano diretor para o gás natural, com um horizonte de 30 anos, e apelou aos investidores internacionais que olhem para as oportunidades de negócio no país lusófono.
Preço médio de exportação da tonelada métrica de gás subiu 193% para 267 USD e impulsionou o crescimento da receita bruta. Para já, as reservas angolanas são insuficientes para alimentar o aumento da procura na Europa, mas o arranque da produção do gás não-associado pode colocar Angola no mapa.