Segundo a mesma fonte, não foi apresentada qualquer contestação formal à candidatura do actual líder do partido por parte do general na reforma ou da sua equipa de apoio, contrariando as especulações que ganharam força nos últimos dias no espaço digital.
A fonte, que acompanha de perto o processo de candidatura de Higino Carneiro, considerou tratar-se de uma campanha de desinformação e garantiu que o pré-candidato continua comprometido com o respeito pelas normas internas do MPLA e pelos mecanismos previstos nos estatutos do partido.
“Higino Carneiro está alinhado com os estatutos, os princípios do partido e os órgãos competentes”, assegurou a fonte, rejeitando qualquer iniciativa que vise colocar em causa a legitimidade do processo em curso para a eleição da futura liderança da formação política.
A mesma fonte sublinhou ainda que as questões relacionadas com a vida interna do MPLA devem ser tratadas nos órgãos próprios do partido, defendendo que eventuais divergências ou reclamações não devem ser discutidas através da comunicação social ou das redes sociais.
O esclarecimento surge numa altura em que se intensificam os preparativos para o 9.º Congresso Ordinário do MPLA, marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro de 2026, encontro que deverá eleger a nova direcção do partido.
Até ao momento, de acordo com informações anteriormente divulgadas pela Comissão Nacional Preparatória do Congresso, apenas a candidatura do presidente do MPLA, João Lourenço, foi pré-formalizada junto da subcomissão responsável pela recepção e validação das candidaturas.
Entretanto, Higino Carneiro tem vindo a manifestar publicamente a intenção de concorrer à liderança do partido, defendendo a unidade e a coesão interna como princípios fundamentais para o futuro da organização política.
Com o aproximar do congresso, o debate em torno da sucessão no MPLA continua a mobilizar atenções, enquanto os diferentes actores procuram posicionar-se para um dos momentos mais relevantes da vida interna do partido nos últimos anos.

