Desde o ano passado, Rui Mangueira encontrava-se em Espanha, onde recebia tratamento especializado contra um cancro no pâncreas. Até ao final de 2025, a evolução do seu estado de saúde era considerada encorajadora, situação que abriu caminho para a realização de uma intervenção cirúrgica já no início do presente ano.
Rui Mangueira era considerado uma figura de referência na vida jurídica e política de Angola, com um percurso marcado pelo exercício de funções de elevada responsabilidade no Estado. Entre 2012 e 2017, integrou o Executivo como ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, período em que esteve associado a iniciativas de reforma no sector e à modernização dos serviços de registo e notariado.
Ao longo da sua carreira, desempenhou igualmente funções diplomáticas, tendo representado Angola como embaixador no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, destacando-se pela promoção dos interesses do país no exterior.
Para além da actividade governativa e diplomática, teve também passagem pelo sector financeiro, onde exerceu funções de gestão, incluindo o cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento Exterior.
Jurista de formação, Rui Mangueira destacou-se pela sua ligação prolongada às instituições públicas, sendo reconhecido como um quadro experiente nas áreas jurídica, governativa e diplomática.
Em nota de condolências, o Ministério das Relações Exteriores (MIREX) manifestou profundo pesar pelo falecimento, descrevendo Rui Mangueira como “um diplomata distinto e servidor público de elevado mérito”, reconhecido pela dedicação à causa nacional, competência profissional e elevado sentido de Estado.
O MIREX enalteceu ainda as qualidades humanas e profissionais do malogrado, sublinhando que a sua memória permanecerá como exemplo de dedicação, integridade e patriotismo.
À família enlutada, amigos e colegas, o ministério apresentou as mais sentidas condolências, manifestando solidariedade pela irreparável perda.

