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Sexta, 08 Mai 2026 19:29

TAAG abre investigação interna após incidente envolvendo saída não declarada de moeda estrangeira

A TAAG – Linhas Aéreas de Angola anunciou, esta sexta-feira, a abertura de uma investigação interna a uma colaboradora da companhia, na sequência da apreensão de 39.515 euros pela Administração Geral Tributária (AGT), no Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, na província do Icolo e Bengo.

Em comunicado de imprensa, a TAAG confirmou que o incidente ocorreu no passado dia 5 de Maio de 2026, durante o embarque do referido voo com destino a Portugal.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades, uma cidadã de nacionalidade angolana preparava-se para embarcar no voo DT650, com destino a Lisboa, quando foi abordada por efectivos da AGT, da Polícia Fiscal e da Administração Tributária Operacional (ATO), durante os procedimentos de controlo de passageiros no terminal aeroportuário.

As autoridades suspeitam de alegada violação das normas cambiais relacionadas com a saída de moeda estrangeira do país sem declaração obrigatória.

A companhia de bandeira nacional esclareceu que, após a ocorrência, foram imediatamente accionados os mecanismos internos de averiguação, assim como os procedimentos e regulamentos aplicáveis, com vista ao apuramento dos factos.

Segundo a empresa, o processo está a ser conduzido em conformidade com os princípios estabelecidos no código de ética da transportadora.

A TAAG procurou igualmente afastar qualquer generalização em torno do caso, sublinhando que a situação “é circunscrita a um caso individual”, relacionado exclusivamente com uma colaboradora específica da empresa.

“A situação em causa não deve, em circunstância alguma, ser generalizada ou associada a uma classe profissional ou aos demais trabalhadores”, refere a nota da companhia.

O caso surge num contexto de reforço das medidas de controlo financeiro e cambial por parte das autoridades angolanas nos principais pontos de entrada e saída do país, particularmente em aeroportos internacionais.

Angola tem vindo igualmente a intensificar esforços para sair da chamada “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), organismo internacional responsável pelo combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Nos últimos meses, as autoridades angolanas têm reforçado a fiscalização sobre operações financeiras suspeitas, circulação de divisas e cumprimento das normas cambiais, no âmbito das exigências internacionais ligadas à transparência financeira e prevenção de crimes económicos.

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Last modified on Sexta, 08 Mai 2026 21:40

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