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| Malange: Obras paradas por falta de pagamento |
| Notícias - Nacional |
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O governante, que falava em entrevista exclusiva à estação de rádio estatal local, por ocasião dos oito anos de paz e reconciliação nacional, notou haver desenvolvimento nas localidades do interior, apesar de existirem vias de comunicação em estado de degradação preocupante. Boaventura Cardoso reconheceu que há estradas nacionais principais neste momento paralisadas. “Não só estradas, como também algumas obras de âmbito central, é uma questão… creio que provisória, que tem a ver com pagamentos do trabalho realizado”, precisou o representante do Governo. “Como já foi anunciado, os pagamentos serão retomados no mês de Abril ou Maio. Uma vez honrados os compromissos, estou em crer que rapidamente os trabalhos de reabilitação das estradas principais irão ser retomados”, garantiu o governador de Malanje. À lista de acções pendentes acrescentou “muitas estradas terciárias e secundárias a carecerem de reabilitação”, o que reduz sobremaneira a fluidez entre as sedes municipais e as comunas e sectores de algumas regiões, enquanto em outros municípios “nota-se mesmo alguma migração de populações dessas localidades isoladas porque as vias de acesso não estão boas para as sedes municipais”. O empecilho que preocupa o chefe do executivo da região é do domínio das estruturas superiores, a quem cabe solucionar o problema. As estradas de ligação em referência, soube o NJ, na área sul compreendem os troços Malanje/Kambundi – Katembo/Quirima à comuna de Sautar consignadas às empresas de construção civil Labuta, Metroeuropa, EMSA, Jaime Ribeiro, Conduril, Tomás Oliveira e à Brafricon para obras de asfaltagem, colocação de pontes, pontecos, lancis, passadeiras, sinalização horizontal e vertical ao longo dos 320 quilómetros correspondentes à EN 160 (Estrada Nacional), abrangendo 50 quilómetros entre Malanje e Cangandala, dos quais cerca de 10 já estão executados. A nova administradora municipal do Luquembo, Rosa André Lourenço, que viajou do aeródromo de Malanje de helicóptero 275 quilómetros a leste na sua área de jurisdição no primeiro contacto com os munícipes, reconheceu a carência das vias de acessibilidade até à sede municipal. A administradora Rosa Lourenço escolheu a dado passo do seu discurso a reabilitação das estradas e das pontes como a sua “primeira luta” para minorar o sofrimento dos aldeões, de acordo com as estratégias do partido no poder e satisfazendo as orientações do governador Boaventura Cardoso, a lei 12, sobre a descentralização administrativa e os diplomas que regulam o funcionamento e organização da administração local. “Queremos ver Luquembo com um hospital que nos permita ir buscar todos os cidadãos, todos os munícipes que se encontram nas aldeias, nas comunas. E acredito que com o esforço que vamos fazer, permitiremos que os povos ou as populações que vivem fora do município possam ter acesso à saúde pública”, garantiu. As pontes destruídas sobre os rios Luando e Sambo e o estado avançado de degradação das estradas dificultam a ligação entre a sede da circunscrição e as comunas de Kapunda, Kimbango e Kunga Palanga, a sul e Dombo – Ua – Zanga, Isaías Soares* |
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