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| Angolagate: A secreta francesa informou o Estado da venda de armas a Angola |
| Notícias - Nacional |
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«Tentaram implicar-me, com a intenção de me abater, num sórdido tráfico de armas» afirmou Charles Pasqua durante a prometida conferência de imprensa no Press Club de France em Paris, acrescentando ter sido vítima de uma «linchagem mediática». Considerando o Angolagate não como um caso judiciário mas um assunto de Estado, o ex ministro do interior lembrou que há nove anos a França «envolveu-se numa maratona politico-judiciaria que ninguém poderá dizer quanto tempo ainda vai durar e quando irá terminar, ou seja, o dossier da venda de armas a Angola». «Quem estava ao corrente da venda de armas a Angola? Eu respondo», disse Charles Pasqua, «as mais altas autoridades do Estado estavam informadas, tanto da venda de armas a Angola como o papel de uns e outros na libertação dos pilotos detidos na Bósnia.» «Quanto à venda de armas a Angola, reafirmo que as mais altas autoridades do país estavam informadas. Uma informação da DGSE (secreta francesa) intitulada ‘Angola França Rússia entrega de material militar’ datada de 6 de Dezembro de 1995 indica claramente que ‘o governo angolano recebeu grandes quantidades de material militar provenientes de alguns países de leste e da Rússia, através de um intermediário francês não autorizado. A empresa de importação e exportação do ministério da defesa angolano Simportex negociou a entrega de material militar russo junto da empresa franco eslovaca ZTS Osos dirigida, entre outros, pelo francês Pierre Falcone’. Esta informação de quatro páginas, prossegue Pasqua, revela que as negociações começaram no final de 1994 entre russos e angolanos, explicando como o financiamento seria garantido, a origem e a quantidade do material vendido». Charles Pasqua precisa ainda que a informação da DGSE foi endereçada a 13 destinatários, entre os quais «a presidência da república através do estado-maior particular, secretariado-geral e conselheiro dos assuntos africanos, ministério do negócios estrangeiros, direcção dos assuntos africanos e de Madagáscar, ministério da defesa, etc. Assim em Dezembro de 1995, Jacques Chirac, Dominique de Villepin, Bertrand Landrieu, Jacques Foccart, Hervé de Charette, Charles Millon foram informados pela DGSE da venda de armas a Angola. Nenhuma dessas eminentes personalidades foi ouvida pelo magistrado da instrução, e nenhuma delas se opôs às operações quando estavam informados» revela o ex ministro do interior. Charles Pasqua começa assim a revelar documentos «reservados» do «caso Angolagate» após ter sido condenado a um ano de prisão efectiva num julgamento que, sublinha: «me escandaliza e que não aceito». Para reforçar as suas declarações o ex ministro do interior afirma que pretende lançar uma petição junto dos parlamentares franceses para abertura do «segredo de defesa» para todos os negócios de armas desde 2002. Na mesma declaração Charles Pasqua garantiu que a condecoração atribuída a Arcadi Gaydamak «foi legítima» pela sua contribuição activa na libertação dos pilotos franceses reféns na Bósnia, acrescentado que neste caso o Estado também estava ao corrente e aprovou acção e a condecoração. |
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Comentários
Portanto, o pretexto de nacionalismo que a UNITA, sempre propagou para justificar as causas da guerra, não é convincente. Um real nacionalista não se deixa levar por especiarias mercantis. Aqui, não encontro aspectos concretos que justifiquem este dito nacionalismo erradamente fincado pela UNITA por tantos anos. Repito, não se exerce nacionalismo saqueando aldeias com residentes humildes e inclusive crianças.
Um real nacionalista, homem digno e com princípios políticos, não muda da esquerda para direita ou vice-versa. O máximo que se admite em política é a moderação. Um esquerda ou direita e aceitável se as sua percepções variarem até 50% .Se mudar a 100%, significa que este político vive no mundo da imaginação (politica virtual). Perdido e sem orientações básicas do que defende. Tem conflitos de identificação política. Em síntese, os fundadores da UNITA enquadram-se neste paradigma político confuso.
A estes fundadores da UNITA hoje comparsas do MPLA estam aí quietinhos, mansinhos, aí atirados nas embaixadas como se os tivessem “botado” no asilo político, deambulam livremente, vivendo a francesa e a Inglesa como meninos exemplares. Gostaria de os perguntar porque fizeram uma guerra mesmo sabendo que não tinham canudo para justificar o que faziam. Acredito que se os países aonde estam “atirados” exigissem um registo criminal estou convicto que muitos diplomatas angolanos seriam recusados tendo em conta as atrocidades cometidas contra a humanidade em que cooperaram.
Um kwacha será sempre kwacha e vistos como um obcecado natural dos ideias de Savimbi independentemen te do partido que pertencerem hoje. Há tempos um comentarista neste espaço virtual disse” os fundadores da UNITA, os homens de base do Galo Negro, deveriam retirar-se da política e ao mesmo tempo desvincular-se ao serviço do estado na sua totalidade. Em contra partida, o governo como máximo teria que reavaliar o montante a serem atribuídos como pensão”. Eu PGarcia, subscrevo este depoimento e adianto que eles -fundadores- estam ultrapassados no tempo e espaço.
Reafirmo: Não sou do MPLA. As atrocidades aqui publicados foram reveladas pelos próprios fundadores da UNITA em diversos órgãos. Para tal, basta ler esta passagem: “Quem fez o que aconteceu na Jamba não pode ter um programa de Estado para Angola.” – Dinho Chungunje membro da família “royal” na UNITA desde os tempos primórdios deste partido.
Será que o senhor nao etende o que quer dizer defender o seu Povo? Por favor volta de novo a escola , e depois perguntas no teu professor o que quer dizer um Povo.
Portanto, o pretexto de nacionalismo que a UNITA, sempre propagou para justificar as causas da guerra, não é convincente. Um real nacionalista não se deixa levar por especiarias mercantis. Aqui, não encontro aspectos concretos que justifiquem este dito nacionalismo erradamente fincado pela UNITA por tantos anos. Repito, não se exerce nacionalismo saqueando aldeias com residentes humildes e inclusive crianças.
Um real nacionalista, homem digno e com princípios políticos, não muda da esquerda para direita ou vice-versa. O máximo que se admite em política é a moderação. Um esquerda ou direita e aceitável se as sua percepções variarem até 50% .Se mudar a 100%, significa que este político vive no mundo da imaginação (politica virtual). Perdido e sem orientações básicas do que defende. Tem conflitos de identificação política. Em síntese, os fundadores da UNITA enquadram-se neste paradigma político confuso.