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Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos apela à revitalização das estruturas de base do partido

Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos apela à revitalização das estruturas de base do partido

O líder do MPLA, partido no poder em Angola, recomendou hoje a realização de um novo estudo, para revitalizar os comités de ação do partido, que devem controlar o número exato de membros existentes nessas estruturas de base.

José Eduardo dos Santos, ex-chefe de Estado, discursava na abertura de uma reunião do secretariado do Bureau Político (BP) do MPLA, a segunda que se realiza esta semana, na qual o líder fez considerações sobre a vida interna do partido e sugestões para o reforço da coesão e da unidade.

Os comités de ação são as estruturas de base do partido, começou por lembrar José Eduardo dos Santos, "e, por conseguinte, a sua organização fundamental".

Nas eleições gerais de 23 agosto de 2017, às quais José Eduardo dos Santos já não concorreu, e que teve João Lourenço como cabeça-de-lista do partido, o MPLA conquistou 61% dos votos, perdendo 25 deputados face a 2012, quando atingiu uma votação de 71%.

As próximas eleições em Angola, autárquicas, deverão acontecer em 2020, em moldes ainda desconhecidos.

Segundo o ex-Presidente da República, que assumiu o poder em Angola entre 1979 e 2017, essas estruturas locais estão hoje implantadas em residências ao invés dos locais de trabalho, como acontecia "no tempo do partido único", uma mudança que "provocou constrangimentos que ainda não foram todos resolvidos".

Entre esses constrangimentos, citou José Eduardo dos Santos, estão "os locais de reunião de trabalho para as sedes dos comités, um número elevado de membros em alguns comités, o controlo da quotização e outros".

"Precisa-se de um novo estudo para a revitalização dos comités de ação do partido, que deve passar pelo levantamento exato do número de membros existentes em cada comité e em cada município e pela avaliação das condições, para garantir o seu funcionamento e definir o número mínimo e máximo de membros em cada comité de ação do partido, o projeto do programa da vida interna do comité de ação do partido e o trabalho do comité de ação com a comunidade local", frisou.

Outra preocupação levantada também pelo presidente do MPLA tem a ver com a distinção entre a vida interna do partido e o trabalho dos militantes que desempenham funções no Governo.

De acordo com José Eduardo dos Santos, os segundos secretários provinciais e municipais do partido ocupam-se fundamentalmente da execução das tarefas da vida interna, enquanto os governadores provinciais e administradores se ocupam essencialmente das tarefas do governo.

"Esse deveria ser o princípio, não sei se tem sido sempre observado esse princípio. Este mesmo raciocínio pode estender-se à atividade nos comités de ação do partido nos municípios. Será que temos feito essa divisão de trabalho das nossas estruturas do partido, do escalão intermédio e os comités de ação, já coloquei essa questão, é uma interrogação que deixo para reflexão", questionou.

Para José Eduardo dos Santos, há um vazio, que pode rapidamente ser ocupado pelos militantes de base, que devem demonstrar a sua capacidade de mobilização e organização de base no seio das organizações de base do partido.

Por outro lado, o líder do partido no poder em Angola apelou ao partido o apoio para o esforço do Governo de promoção de iniciativas para o surgimento de micro, pequenas e médias empresas privadas, nos setores agrícola, industrial, comércio e outras, para o aumento do crescimento da riqueza, da economia e do emprego.

"O partido deve apoiar este esforço nacional, motivando os seus membros que queiram ser pequenos homens empreendedores, aproveitando a igualdade de oportunidades criadas pelas instituições públicas", salientou.

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