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Governo de Malanje esclarece sobre manifestação de jovens

Governo de Malanje esclarece sobre manifestação de jovens

Oito dos jovens que tentaram manifestar-se, quarta-feira última, em Malanje, contra o governador provincial, Norberto dos Santos Kwata Kanawa, estão detidos, anunciou esta sexta-feira o Governo da província.

Dois dias depois do incidente, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII) do Governo de Malanje, Custódio Fernando, prounciou-se em relação à arruaça, que resultou no apedrejamento de viaturas e afronta às autoridades governativas.

O porta-voz governamental lamentou a atitude, não pela manifestação em si, mas pelo facto de os implicados atentarem contra entidades governamentais, viaturas protocolares e bens públicos.

“Nesta altura, segundo fez saber, estão detidos seis jovens directamente implicados, não por se manifestarem, mas por atentarem contra o património público e privado”, esclareceu.

Custódio Fernando recorreu ao artigo 47º da Constituição da República de Angola, que, impõe alguma limitação no exercício da manifestação, como a não violência, facto que os manifestantes não tiveram em conta, segundo disse.

Por sua vez, o comandante provincial da polícia nacional, comissário António José Bernardo, disse que as forças da ordem intervieram prontamente, impedindo os efeitos negativos da manifestação.

O oficial superior da polícia angolana advertiu que a corporação não dará espaços para arruaças e outras transgressões que perturbem a ordem e a segurança das comunidades.

Relativamente aos cidadãos detidos, o comandante anunciou que foram já encaminhados à Procuradoria Provincial, para efeitos de julgamento sumário.

Para o comissário António José Bernardo, o desconhecimento da lei e a educação jurídica têm estado na base de certas práticas lesivas a lei.

Quanto aos moto-taxistas, que também participaram na manifestação, o comissário da polícia nacional reiterou que a proibição de circulação no casco urbano irá continuar, a fim de que se evitem mais acidentes mortais.

O comandante explicou que não se trata de impedir os jovens de ganharem dinheiro para o seu sustento, mas sim de impor a ordem e a segurança dos próprios moto-taxistas e dos transeuntes em geral.

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