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Angola inicia 2018 com produção petrolífera em queda

Angola inicia 2018 com produção petrolífera em queda

A produção petrolífera angolana regressou às quedas em janeiro, reduzindo-se em 10.900 barris diários e distanciando-se da líder Nigéria, que iniciou 2018 no topo dos produtores africanos, segundo a OPEP.

De acordo com o último relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), relativo a janeiro, consultado hoje pela Lusa, Angola atingiu no primeiro mês de 2018 uma produção diária média de 1,615 milhões de barris de crude, com dados baseados em fontes secundárias.

Com este registo, em volume produzido, Angola continua atrás da Nigéria, país que viu a sua produção igualmente descer em janeiro, em 8.100 barris diários, para uma média de 1,819 milhões de barris por dia, de acordo com os mesmos dados da OPEP.

Durante praticamente todo o ano de 2016 e até maio de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, posição que perdeu desde então para a Nigéria.

A produção naquele país foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O acordo entre os países produtores de petróleo, para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril, obrigou Angola a cortar 78.000 barris de crude por dia com efeitos desde 01 de janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários.

Um acordo que Angola terá 'furado' em outubro passado, ao produzir 1,689 milhões de barris por dia, segundo os dados da OPEP com base em fontes secundárias.

O relatório da OPEP refere também que, em termos de "comunicações diretas" à organização, a Nigéria terá produzido 1,736 milhões de barris de petróleo por dia em janeiro, um aumento equivalente a 166.900 barris diários face a dezembro, enquanto Angola não comunicou dados.

O documento adianta ainda que em dezembro Angola desceu para terceiro fornecedor de petróleo à China (9% do total), atrás da Rússia (15%) e da Arábia Saudita (14%).

Angola enfrenta desde final de 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial decorrente da forte quebra nas receitas petrolíferas.

Em menos de dois anos, o país viu o preço do barril exportado passar de mais de 100 dólares para vendas médias, no primeiro semestre de 2016, de 36 dólares por barril, segundo dados do Ministério das Finanças de Angola.

Desde o início de 2017 que as vendas de petróleo angolano têm estado, em regra, acima dos 50 dólares por barril no mercado internacional, tendo, entretanto, tocado nos 70 dólares.

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